
A Faculdade Santa Teresa realizou uma atividade inovadora com os alunos de Medicina: um atendimento em consultório simulado voltado à saúde indígena, integrando saberes da biomedicina com práticas, crenças e espiritualidades tradicionais.
O exercício foi enriquecido pela presença dos representantes do povo Kokama, Nabarro Kokama e Laura Kokama, que acompanharam de perto as simulações, compartilharam experiências reais e contribuíram com reflexões sobre a forma como os povos indígenas percebem saúde, adoecimento e cuidado.
Segundo a coordenação do curso, a participação foi fundamental para ampliar a visão dos acadêmicos:
“Ao compartilhar sua vivência, Nabarro e Laura mostraram que a saúde indígena não pode ser compreendida apenas pelo olhar biomédico. É preciso dialogar com a cultura, respeitar os rituais, ouvir as histórias e compreender a força da comunidade no processo de cura.”
Durante a atividade, os estudantes vivenciaram situações como o acompanhamento de gestantes atendidas por parteiras tradicionais, pacientes que recorrem a banhos de ervas ou rezas do pajé, além de cenários mais complexos, como a comunicação de diagnósticos graves. Em cada simulação, foram incentivados a refletir sobre como integrar práticas biomédicas e saberes tradicionais, construindo vínculos respeitosos e eficazes com as comunidades indígenas.
A proposta pedagógica busca formar médicos mais sensíveis, humanos e culturalmente competentes, preparados para atuar no Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente na região amazônica, onde a presença indígena é determinante para a prática médica.
“A participação de representantes indígenas mostra ao aluno que aprender Medicina também é aprender a ouvir e reconhecer outras formas de conhecimento. Esse encontro entre mundos é o que forma um profissional completo”, destacou a coordenação.
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