
Inicialmente é importante entender que a ideia de aceitar completamente que cada parte do seu corpo o ter um corpo perfeito, não é realista, gerando uma relação idealizada que pode acarretar insatisfação e um sofrimento psíquico significativo O que estamos dizendo é que para aceitar-se não precisa, absolutamente, atender aos padrões estéticos de beleza estabelecidos pela sociedade.
Essa pressão pode, inclusive, ser um agravante adicional para lidar com o problema e, dessa forma, sentir-se ainda mais oprimido e incapaz não conseguindo enxergar as próprias qualidades, porque as atribuições que se dá ao corpo se sobrepõe ao que se é na essência. Essa excessiva valorização da beleza pode chegar a níveis extremos, contribuindo para o desenvolvimento de distúrbios alimentares como bulimia anorexia, vigorexia, além de poder causar alterações de humor, isolamento social, depressão e ansiedade.
Estabelecer, portanto, uma relação de reconhecimento pelo que seu corpo lhe proporciona, não aumentando a importância de alguns “detalhes” que não gosta, irá ajudar a estabelecer uma relação saudável com o próprio corpo.
Na verdade, quando você aceita a sua condição de ser imperfeito, deixa de temer os seus defeitos e passa então a fazer menos comparações e se incomodar menos com a imagem que reflete no espelho. A auto aceitação automaticamente leva à execução de projetos pessoais, ao sucesso profissional, a relacionamentos sadios e um modo de vida mais tranquilo, livre de conflitos.
Nesse sentido, a terapia constitui um recuso valioso que irá ajudar a estabelecer estratégias que ajudem a encontrar um ponto de
equilíbrio, ajudando a reestruturar os pensamentos disfuncionais sobre si mesmo(a), respeitando suas possibilidades, seus desejos
e limitações e percebendo que a diferença e diversidade é algo positivo. Através de uma escuta especializada um psicólogo poderá ajudar a decifrar seus sentimentos. reconhecer e desenvolver suas potencialidades, refletir e descobrir novas possibilidades a partir de novos olhares, além de oferecer apoio para mudanças que considere necessárias. O resultado desse processo é o autoconhecimento, o amor próprio e uma autoestima elevada. Algumas orientações poderão ajudar a se sentir melhor com o seu corpo:
1.Observe seu diálogo interno: se ele estiver carregado de mensagens negativas, procure reformular os pensamentos.
2.Procure pontos que você gosta no seu corpo: mesmo que pareçam pequenos detalhes. O que importa é reconhecê-los e dar mais
atenção a esses aspectos.
3.Pratique gratidão pelo seu corpo: desenvolvendo constante consciência sobre as realizações que ele te proporciona no dia a dia.
4.Liberte-se do padrão do corpo ideal: pare de se comparar com padrões externos e de se sentir mal por ser como é; todos tem defeitos, inclusive os corpos e vidas perfeitas das capas de revista e do Instagram.
5.Pratique o amor próprio: ao invés de focar nas críticas e buscar defeitos, dê ênfase as suas qualidades e valorize as partes que mais gosta em si mesmo. Seu corpo conta sua história ao mundo:
6.Se for preciso mudar, mude: se achar que algo precisa ser melhorado e isso lhe fará bem e mais feliz, coloque em prática, mas, não se cobre demasiado. Encontre um equilíbrio entre o que você deseja e o que é necessário.
7.Cuide-se: mais importante que um corpo perfeito é um corpo saudável e uma mente saudável. Jamais coloque sua saúde em risco
para conquistar determina da aparência. Alimente-se bem, pratique atividade física e faça terapia.






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