
Professora dá dicas de comportamento, diante de um recrutador, na disputa por vaga no mercado
A pandemia do coronavírus alterou a forma como muitas atividades são realizadas no dia a dia. No mercado de trabalho, as entrevistas de empregos passaram a ser feitas de forma remota, o que exige do candidato atenção a pontos que antes não eram necessários, como o ambiente em que a conversa vai acontecer.
A coordenadora pedagógica da Faculdade Santa Teresa, Débora Nogueira, ressalta que esse formato de entrevista vai continuar fazendo parte da rotina das empresas mesmo com o fim da pandemia. “é uma forma que se adequou bem à nova realidade, em que cada vez mais a tecnologia está sendo usada como um mediador e facilitador das atividades diárias”, afirmou.
Na Faculdade Santa Teresa, que tem um foco muito forte voltado ao mercado de trabalho, os estudantes são preparados, inclusive, para as entrevista de emprego, sejam elas on-line ou presenciais. No caso da entrevista remota, o primeiro ponto a ser observado pelo candidato, segundo Débora Nogueira, é o de que este modelo é tão formal quanto o presencial. Por isso, é necessário adotar os mesmos cuidados que teria se fosse no escritório da empresa.
Também é preciso escolher um ambiente adequado para a conversa, com boa iluminação, sem barulhos ou distrações como pessoas passando. “A iluminação é um item muito importante porque o avaliador, assim como na entrevista presencial, leva em conta a forma de falar, os gestos e expressões. Em relação ao som, uma boa opção é usar fones. Dessa maneira, o recrutador consegue ouvir de forma mais clara”.
Ela também orienta o candidato a falar olhando para câmera, para gerar uma conexão com o avaliador. De acordo Débora, a recomendação é testar o som e a imagem antes da entrevista. ” diferente de quando a entrevista é presencial e o ambiente é o da empresa, na conversa remota todo esse cuidado com os detalhes deve ser do candidato”, frisou.
Durante a entrevista, caso aconteça algum problema como falta de internet, a dica é não se desesperar. “ligue para o avaliador e explique. Ele vai entender e retomar a conversa. Quando usamos a tecnologia é possível que problemas aconteçam. Isso é normal e não irá prejudicar a avaliação.”
O currículo é essencial para que a pessoa seja selecionada para a entrevista. Ele deve conter dados sobre as experiências profissionais, formação acadêmica e cursos realizadas. As habilidades interpessoais são muito exigidas. É necessário descrever se é uma pessoa proativa, com boa oratória.
As demais orientações que ela dá valem para qualquer tipo de entrevista de emprego. Débora alerta para o cuidado com a apresentação pessoal. “Escolha roupas de tons neutros. No caso das mulheres, a maquiagem deve ser suave. Durante a entrevista, converse de forma natural, sem querer demostrar aquilo que não é. Esse é o momento de apresentar as habilidades e os pontos fortes do currículo. Demonstre interesse pelo trabalho”.
Débora alerta para algo que vem acontecendo há alguns anos: a avaliação das redes sociais do candidato. “observe a forma como se apresenta nesses canais, pois eles também são levados em consideração.”






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