Como arquiteta e urbanista, além de professora e coordenadora desses dois segmentos na Faculdade Santa Teresa, abro a reflexão sobre o “Dia Mundial das Cidades”, 31 de outubro, com uma contextualização dentro da
história da arquitetura e do urbanismo.

Com impactos positivos e negativos da Revolução Industrial o campo, o meio rural deixou de prevalecer enquanto base econômica e moradia principal, dando lugar às cidades, ao meio urbano, em virtude do aparecimento e aumento das industrias, gerando a mão de obra e a empregabilidade industrial.

Os espaços urbanos “Começaram a crescer”, devido à necessidade de moradia para os trabalhadores. A vinda dos agentes sociais do meio rural para o espaço urbano, também fez com que surgissem outros locais para atender às necessidades dos moradores, como feiras, mercados equipamentos de saúde e culturais de usos públicos e privados.

A Revolução Industrial tem um papel fundamental para a aparição do urbanismo. A partir da Revolução Industrial temos o pré-urbảnismo progressista, culturalista e naturalista, dentro dos teóricos e referenciais históricos urbanos visando, sempre, a “cidade ideal”. A exemplo de Benjamin Ward Richardson, Ettienne Cabet Robert Owen ou Charles Fourier, que propunham modelos de cidades visando a insalubridade pela falta de infraestrutura urbana.

Pode parecer estranho” dar ênfase à Revolução Industrial, quando o assunto é urbanismo Mas, foi através das consequências dela, da Revolução Industrial, que houve a necessidade de aprimorar o conhecimento sobre o urbanismo, buscando “tratar dos problemas e mazelas das cidades” com propriedade, referências, estudos de casos surgindo então, o profissional de urbanismo, o Urbanista.

Essa grande aglomeração de pessoas como de moradias e estabelecimentos, tornou os espaços superlotados, fazendo com que houvesse a necessidade de expandir as regiões de forma desalinhada, ficando cada
vez mais difícil de controlar e organizar os espaços.

Desde então, as cidades em geral, vêm seguindo o mesmo caminho das cidades de “antigamente”. O seu crescimento acelerado alertou a todos de que havia a necessidade de pessoas dedicadas a cuidar especial-
mente dessas situações.

Os estudos voltados para área do urbanismo ganharam maior visibilidade, após os impactos da Revolução Industrial quando a busca por solucionar os problemas urbanos gerou a dedicação ao urbanismo, termo esse utilizado em conjunto com a Arquitetura, dentro do curso de Arquitetura e Urbanismo no Brasil – em alguns países da Europa e dos Estados Unidos, a Arquitetura e o Urbanismo são profissões separadas.

Mesmo com a possibilidade de aprendizado sobre o urbanismo dentro do curso, cumprindo as Diretrizes Curriculares estabelecidas pelo Ministério da Educação – MEC, e atendendo as atribuições e competências
do Arquiteto e Urbanista, Lei Federal número 12.378/2010, não é dado a ele a devida importância que tem sobre a sociedade. Portanto, é muito importante analisar o leque de opções que o urbanismo proporciona e, então, dedicar-se a ele através de especializações, após o bacharelado.

 

Por Melissa Toledo

Arquiteta e urbanista, professora e coordenadora de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade Santa Teresa.

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