Arquitetura Bioclimática: O futuro sustentável que os acadêmicos da Faculdade Santa Teresa já estão construindo

Os acadêmicos do curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade Santa Teresa participaram de uma aula especial sobre arquitetura bioclimática, um conceito essencial para a adequação dos projetos ao clima local. O estudo da trajetória solar, da direção dos ventos e da escolha dos materiais que proporcionam conforto térmico de forma passiva são aspectos fundamentais para reduzir a pegada de carbono e promover construções mais sustentáveis.

A crescente adoção de práticas sustentáveis no setor da construção civil reflete uma nova era na arquitetura. Em Manaus, por exemplo, novos empreendimentos já incorporam soluções baseadas em eficiência energética e uso de fontes renováveis, como a energia solar.

De acordo com dados de 2020 do United States Green Building Council (USGBC), criador do sistema de certificação LEED (Liderança em Energia e Design Ambiental), o Brasil ocupa a 5ª posição entre 180 países no ranking mundial de sustentabilidade. Atualmente, o país possui mais de 1.500 construções sustentáveis – 641 já registradas e cerca de 50 milhões de metros quadrados em processo de certificação pelo GBC Brasil Condomínio.

A coordenadora do curso, Arq. Andrezza Barbosa, formada pela Universidade Federal do Pará e mestranda em Engenharia Civil na Universidade Federal do Amazonas, destacou que os princípios da arquitetura bioclimática são antigos, remontando às civilizações grega e romana, que já consideram fatores como a orientação solar e a ventilação natural em seus projetos. No entanto, com o avanço das mudanças climáticas, a aplicação dessas técnicas se tornou ainda mais urgente, especialmente na região amazônica.

“Essa é uma questão emergente e necessária. Por isso, nossos alunos estudam esses fundamentos desde o terceiro período do curso, garantindo que os futuros projetos tenham qualidade ambiental. Além de um espaço arquitetônico bem planejado, o impacto positivo dessas construções será sentido em toda a cidade”, enfatizou a arquiteta.