Arquitetura Escolar: Inclusão e sensibilidade na educação

A arquitetura escolar exerce um papel crucial na criação de ambientes mais inclusivos e propícios ao aprendizado, especialmente para estudantes com necessidades educacionais especiais. Um exemplo desse compromisso é a reforma da Sala de Recursos Multifuncionais da Escola Estadual Dom João de Souza Lima, na Cidade Nova, realizada pela Faculdade Santa Teresa. A iniciativa buscou tornar o espaço mais funcional e acolhedor para estudantes com Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Transtorno do Espectro Autista (TEA) e deficiência intelectual.

Ação de inclusão e prática educacional

Nos dias 16 e 17 de novembro, alunos do 4º período do curso de Arquitetura e Urbanismo conduziram o projeto de reforma, que foi entregue oficialmente no dia 21 de novembro. A proposta não se limitou a ajustes estéticos, mas priorizou um planejamento minucioso para atender às necessidades sensoriais e cognitivas desses estudantes.

As cores das paredes foram escolhidas para reduzir distrações, enquanto o mobiliário e a disposição do espaço foram projetados para melhorar a concentração, organização e estímulo cognitivo. “A sala foi pensada como um ambiente que proporciona tranquilidade e foco, respeitando as particularidades de cada aluno”, explicou Luísa, aluna e representante do 4º período.

Metodologias ativas e impacto na comunidade

A mantenedora da Faculdade Santa Teresa, professora Maria do Carmo Seffair, destacou a importância das metodologias ativas nesse tipo de projeto. “A sala de aula sai para as comunidades, mostrando aos alunos o impacto real de seu aprendizado. É assim que teoria e prática se integram de forma natural”, afirmou a professora, enfatizando o valor das iniciativas de extensão para a formação dos estudantes.

Colaboração multidisciplinar: Arquitetura e psicologia

O projeto também envolveu alunos do curso de Psicologia da instituição, que colaboraram na análise das necessidades dos estudantes. Essa abordagem interdisciplinar resultou em soluções mais completas, incluindo a criação de uma cartilha com dicas para pais sobre como montar espaços de estudo adequados em casa. A cartilha aborda temas como iluminação, cores, escolha de móveis e o uso de telas, sempre considerando as particularidades de crianças com TDAH, TEA e deficiência intelectual.

Inclusão e sustentabilidade na formação profissional

O curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade Santa Teresa reforça em seus projetos a responsabilidade social e a sustentabilidade. A reforma da Sala de Recursos Multifuncionais exemplifica como ações práticas podem transformar realidades escolares e promover a inclusão educacional.

Faculdade Santa Teresa cria Grupo de Apoio a Mães de Autistas

Faculdade de Manaus cria Grupo de Apoio para mães de autistas

Grupo contará com a participação dos alunos de Psicologia da instituição

Neste mês de Conscientização do Autismo, a Faculdade Santa Teresa (FST) inicia um serviço voltado para a comunidade. Trata-se de um Grupo de Apoio às Mães de Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A primeira reunião será na próxima quarta-feira (17), das 14h às 17h, na sede da FST, na rua Acre, 200, bairro Nossa Senhora das Graças.

Os interessados podem se inscrever pelo link https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfH100D9MhWcVjMPREWnPxCDAVbtKiGDOyTQNOk9E3NRTrkDg/viewform . O grupo terá reuniões mensais.

Liderado pelas professoras do curso de Psicologia, Danielle Sales e Silene Moreira, o novo serviço tem a finalidade de apoiar e acolher mães de autistas, por serem elas as integrantes da família que normalmente dedicam a maior parte do tempo em cuidar das necessidades desse público.

De acordo com Danielle Sales, o TEA possui vários estágios e pode apresentar os mais diferentes comportamentos nas crianças, desconhecidos pelos pais. “O Grupo de Apoio tem a intenção de acolher essas mães que, na maioria das vezes, abdicam de seus afazeres profissionais e pessoais e nem sempre sabem como lidar com as particularidades dos filhos. Enfrentam preconceitos, julgamentos e necessitam de um suporte emocional”, acrescenta.

Danielle Sales ressalta que a vivência de cada participante já vai contribuir para o fortalecimento da confiança dos demais, para enfrentar os desafios associados ao TEA. “As mães podem aprender com as experiências umas das outras. O que nós queremos é ter um espaço aberto para compartilharem dicas, recursos úteis que ajudem no cuidado e desenvolvimento dos filhos e na conscientização de direitos e benefícios legais já assegurados”, explica.

Além dos professores, o grupo contará com a participação dos alunos de Psicologia da instituição. “Para os estudantes essa é uma oportunidade enriquecedora de colocar em prática os ensinamentos de sala de aula”, frisa.