Da infância ao envelhecimento: cuidados com a saúde mental

Autora: Silene Moreira de Souza, professora do curso de Psicologia da Faculdade Santa Teresa

Diante do cenário que vislumbram as pesquisas atuais, torna-se imprescindível refletir sobre o tema saúde mental. Hoje levamos uma vida frenética, que nos faz questionar: qual futuro nos aguarda? Como enfrentar o futuro com qualidade e saúde mental? Tomando como referência o estudo global co-liderado por pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, e da Universidade Harvard, nos EUA, divulgado recentemente na mídia, uma em cada duas pessoas desenvolverá pelo menos um transtorno, relacionado à saúde mental durante a vida.
Considerando estes dados, voltar o olhar para a 1ª infância parece ser fundamental, principalmente do ponto de vista preventivo, tomando medidas que possibilitem um futuro próspero quanto a nossa saúde mental.

As crianças, embora possa parecer que não, sofrem com problemas de ordem emocional ou mental, o que as pesquisas têm evidenciado, e cada vez mais se confirmam pelos indicadores, elas também sofrem durante a infância de problemas relacionados a saúde mental, que podem levar para a vida adulta. O cuidado com a 1ª infância torna-se necessário para que possamos vislumbrar uma velhice sem grandes enfretamentos relativos a isso. A saúde mental é um fato, e precisamos cuidar dela, se possível desde a infância, pois assim como nosso corpo físico adoece, nossa mente também pode adoecer, e a prevenção parece ser o melhor remédio.

Não devemos negligenciar a infância, pois é lá que podem iniciar nossas complicações de ordem emocional. Muitas vezes negligenciamos alguns sinais de nosso corpo e mente, sobretudo quando se trata de sinais emanados de nossa vida psíquica. Para não parecer que somos fracos diante da sociedade, retardamos o cuidado e a atenção necessária a mente necessita. Estar com nossa saúde mental fragilizada não significa que somos fracos, muito pelo contrário, demonstra o quanto fomos aguentando até ali. Precisamos compreender que não há nada de errado em voltar o olhar para nós mesmos, pisar no freio e desacelerar um pouco em nossa rota.

Muitos são os fatores que influenciam o nível de saúde mental de uma pessoa. Podem estar associados tanto a questões sociais, como psicológicas ou biológicas. Os problemas socioeconômicos, o aumento da violência, repentinas perdas, condições de trabalho, só para citar alguns que estão entre os que podem contribuir diretamente com nossa saúde mental. Desse modo, a forma como reagimos às exigências, aos desafios, mudanças da vida, e ao modo como harmonizamos nossas ideias e emoções, parecem estar diretamente relacionadas a nossa saúde mental.
Sabemos que com o avanço da idade mudanças são inevitáveis e adaptações também. Entretanto, envelhecer em nossa sociedade ainda parece ser visto a partir de muitos estereótipos negativos. Mas, as possibilidades de envelhecimento saudável, ativo e produtivo são reais. Por isso, nos parece urgente políticas robustas, voltadas para prevenção e promoção de saúde mental desde a infância até o envelhecer.

Em nosso percurso de vida até chegarmos à velhice, inúmeros desafios nos espreitam, por isso, precisamos fortalecer entre outros aspectos, nosso modo “sobrevivência emocional”. Se os estudos apontam que 50% da população desenvolverá pelo menos um distúrbio aos 75 anos, vamos desenvolver mecanismos preventivos que minimizem este enfrentamento.

A OMS (2022) divulgou relatório com base nas evidências mais recentes sobre a saúde mental e destaca dados relevantes, como por exemplo, que a depressão e a ansiedade no primeiro ano de pandemia aumentaram 25%. A ansiedade e a depressão já estavam entre os problemas de saúde mental mais prevalentes no Brasil antes da pandemia, cresceu ainda mais após a pandemia. Conforme Tedros Adhanom (2022), diretor-geral da OMS “O investimento em saúde mental é um investimento em uma vida e um futuro melhor para todos”.
Seguindo esta proposta, por que não dar atenção plena à saúde mental desde a infância e adolescência? Isto fará muita diferença para a qualidade de vida de adultos e idosos.

Ter o próprio negócio exige capacitação e visão estratégica, aponta FST

Ter o próprio negócio é o desejo de 6 em cada 10 brasileiros, segundo a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), realizada pelo Sebrae e Associação Nacional de Estudos em Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas (Anegepe). Apesar dos benefícios de ser o próprio ‘patrão’, empreender não é algo simples e exige diferentes habilidades. Por isso, a importância da capacitação profissional.

De acordo com o coordenador do curso de Administração da Faculdade Santa Teresa, João Paulo, um empreendedor precisa reunir conhecimento em gestão, visão estratégica e criatividade. “Iniciar um negócio sem uma base sólida e habilidades, pode dificultar bastante o caminho até o crescimento do negócio. Em determinados casos, pode significar a falência”, afirmou.

Na FST, segundo ele, os alunos são preparados para empreender. “Temos inúmeros exemplos, na academia, de pessoas que começaram os cursos e hoje se destacam no mercado”, reforça.

É o caso de Juliana Araújo, do quarto período do curso de Administração da FST. Aos 19 anos ela abriu uma agência de publicidade e tem alcançado excelentes resultados, atendendo a grandes marcas do mercado.

Ela conta que o desejo pelo empreendedorismo vem desde a infância. Os pais são empresários e sempre acompanhou a família no trabalho. Isso despertou o desejo de ter o próprio negócio. “Ajudava na parte de marketing da empresa do meu pai, dando dicas. Comecei a gostar cada vez mais da área e resolvi me especializar. Fiz diversos cursos, estudei muito sobre o segmento e como poderia oferecer um serviço diferenciado, que fosse além do que o mercado possui. Foi então que abri a empresa, com um modelo de negócio próprio, equipe especializada e que está espalhada por vários estados do país”, detalhou.

Segundo Juliana, com a empresa surgiu a necessidade de aprofundar o conhecimento na parte de gerenciamento de negócios. “Empreender vai muito além da oferta de um produto ou serviço. É necessário trabalhar as relações interpessoais para lidar com o atendimento do cliente, fornecedores e colaboradores, gerenciamento das contas, entre outras questões”, pontuou.

A faculdade, diz ela, tem possibilitado esses novos conhecimentos que já estão sendo aplicados no dia a dia do funcionamento da empresa. Outro ponto é networking feito com os colegas e professores. “A Santa Teresa tem como um diferencial o incentivo ao empreendedorismo. Por isso, muitos colegas do próprio curso têm empresas. Esse contato é excelente para futuras parcerias”, frisou.

Outro exemplo de jovem empreendedor é Murillo Vila, também estudante do curso de Administração da FST. Ele atua ao lado família em uma empresa de aluguel de galpão e portos.

Murillo começou a trabalhar na empresa aos 15 anos, sempre acompanhando o dia a dia de todos os setores. Aos poucos foi recebendo novas responsabilidades e hoje cuida, principalmente, do setor de obras. “A faculdade de Administração surgiu como uma possibilidade de ampliar o conhecimento que eu tenho pela prática do dia a dia e abrir o leque de oportunidades. A vivência no negócio é importante, mas o conhecimento técnico também. Com as matérias do curso, eu faço a análise melhor de orçamentos, aprendi cálculos, entre outras práticas que entraram na rotina de trabalho”, acrescentou.

Murilo planeja no futuro ter uma empresa sua, independente do negócio da família. “Com a visão ampla do negócio e das oportunidades que a faculdade proporciona, tenho certeza que vai ser essencial para meu futuro como empresário”, afirmou.

Pesquisa aponta que 8, em cada 10 pessoas, cogitam mudar de carreira

Não é incomum observar profissionais insatisfeitos com as carreiras que exercem. Muitos até pensam em mudar de área, como mostra a pesquisa “People at Work 2022 – A Global Workforce View”, do  ADP Research Institute, que ouviu 33 mil trabalhadores de 17 países, incluindo o Brasil.  Conforme o estudo, 8 em cada 10 pessoas cogitam mudar de carreira.

Segundo a coordenadora do Núcleo de Empreendedorismo da Faculdade Santa Teresa e especialista em Gestão de Pessoas, Comunicação e Carreira, Joziane Mendes, para realizar uma transição de carreira de forma tranquila é necessário planejamento.

Joziane Mendes ressalta que a insatisfação e a necessidade da mudança profissional tem diversas causas. “Muitas vezes a pessoa é muito jovem e escolhe a profissão para agradar aos pais ou familiares. Alguns confundem hobby com vocação ou sofrem influência da mídia, no que diz respeito ao ápice de alguns segmentos, como já foi a área ambiental no passado, como é a influência digital atualmente”, explicou.

De acordo com a especialista, qualquer que seja a razão, é necessário compreender que é sempre tempo de recomeçar e que a graduação ou carreira que se escolheu em um momento da vida não pode ser encarada como um contrato vitalício. Mas, como toda mudança, este é um processo que requer planejamento e alguns cuidados para que a transição não se torne mais uma frustração profissional.

Um exemplo de quem está trilhando o processo de mudança de carreira é a fisioterapeuta Ana Beatriz Rocha, que agora estuda Design de Moda na Faculdade Santa Teresa. Ela conta que vem de uma família de médicos e, desde a infância, foi influenciada a seguir carreira na área da saúde. “Foi algo natural, entrei na faculdade de Fisioterapia e gostei muito do curso. Até aquele momento, essa era a carreira que eu ia seguir. A moda sempre foi algo que me chamava atenção, mas que não encarava como uma possibilidade de profissão”, detalhou.

Ana Beatriz acrescenta que, um dia, ainda, durante a faculdade de Fisioterapia, ficou interessada em uma roupa na loja, mas tinha um valor alto. A prima sugeriu, então, que ela fizesse a própria peça. “O resultado foi bom. Essa mesma prima disse que eu deveria comprar uma máquina de costurar e fazer algumas roupas para vender. Eu segui o conselho e deu super certo. Quando eu concluí a graduação de Fisioterapia ainda estava desempregada e vi o anúncio sobre o curso de Design de Moda da Santa Teresa. Comecei a estudar e me apaixonei completamente”, frisou.

O curso, diz ela, me surpreendeu, porque desde o início os alunos participam de atividades práticas. “Hoje, eu tenho certeza que quero trabalhar com produção de moda. Tive oportunidade de atuar em desfiles em que a faculdade foi convidada e isso reforçou mais ainda minha decisão. Por enquanto, me mantenho com a profissão de fisioterapeuta, mas a intenção é, depois que acabar a graduação de Design de Moda, eu deixar aos poucos os atendimentos e trabalhar apenas com isso”, contou.

Outro exemplo de quem está mudando de carreira é Samantha Martins Alves, estudante do décimo período de Direito. Formada em Turismo e atuando como funcionária pública, ela decidiu mudar e encarar novos desafios. “Eu escolhi Turismo na época do terceiro ano do ensino médio. Muito se falava do potencial do estado nessa área e como as oportunidades de emprego iam crescer. Eu cheguei a atuar no segmento, mas ainda na faculdade passei em um concurso público. Por isso, mesmo concluindo a graduação, eu acabei não dando sequência”, disse.

Conforme Samantha Martins, o Direito surgiu há cinco anos atrás, quando tomou a decisão de fazer outros concursos públicos e a maioria exigia conhecimento jurídico. “Foi então que eu entrei na faculdade de Direito e me encontrei. Eu podia ter me acomodado, porque já estava estabilizada com o cargo público, mas eu sempre quis mais. Meus planos ainda são passar em um concurso. Recentemente, recebi a aprovação da OAB, com uma das maiores notas, e já estou estudando para as outras provas”, declarou.

Dicas – A especialista em Gestão de Pessoas, Comunicação e Carreira, Joziane Mendes, lista algumas dicas de como planejar para a transição de carreira. A primeira orientação é construir uma reserva financeira, porque durante o momento de mudança de carreira pode ser que a pessoa inicie na nova área em um nível abaixo do cargo atual, daí a importância de poder contar com recursos para manter a qualidade de vida por pelo menos dois anos.

O segundo ponto é fazer network com pessoas que atuam na carreira que você está buscando. “Provavelmente, os profissionais da carreira atual não consigam trazer as orientações relacionadas à nova área, portanto, traçar conexões que possam abrir portas para este novo cenário é fundamental”, afirmou.

Outra recomendação é conversar com quem já passou pela transição: muitas orientações e informações valiosas podem ser adquiridas com pessoas que já experimentaram esta mudança. Além disso, neste processo de conversa pode ser que um desses profissionais se torne o mentor nesta etapa da vida. A última orientação é jamais fechar as portas, ainda que a decisão de mudança de área de atuação seja irrevogável. O ideal é despedir-se do emprego atual com toda ética, respeito e sentimento de gratidão. “Resguarde um bom relacionamento e uma boa imagem com todos”, orienta.

Fametro e Faculdade Santa Teresa oferecem cursos de aperfeiçoamento em diversas áreas

A Fametro e a Faculdade Santa Teresa estão com inscrições abertas para uma série de cursos de aperfeiçoamento e desenvolvimento profissional. O objetivo é ajudar os acadêmicos a aprimorar suas expertises e habilidades em diferentes áreas do conhecimento, como Saúde, Gestão, Engenharia, Tecnologia e Educação.

Segundo a coordenadora de Cursos Livres da Fametro e Faculdade Santa Teresa, Joziane Mendes, a proposta da instituição é proporcionar oportunidades que possam potencializar as habilidades profissionais dos acadêmicos e prepará-los para os desafios do mercado de trabalho.

Para obter mais informações sobre os cursos e realizar matrícula, os interessados podem entrar em contato através do telefone (92) 98286-3703, enviar uma mensagem para o mesmo número ou acessar o instagram @cursoslivres.fametro.fst .

Entre os cursos oferecidos está o de “Técnicas de Defesa Oral”, voltado para estudantes que estão se preparando para apresentações em seminários e Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC’s). A capacitação acontece de 08 e 15 de julho. Os participantes irão aprender técnicas e estratégias para uma defesa oral bem-sucedida. O curso contará com parte prática, em que os alunos terão a oportunidade de simular a defesa do TCC e serem avaliados pelo desempenho.

Na área da Saúde, há várias opções de cursos, todos com parte prática. A ideia é que acadêmicos e profissionais possam vivenciar experiências concretas de manejo e uso de técnicas. Dia 08 de julho acontece o curso “Primeiros Socorros”. No dia 15 de julho terá a aula de “Urgência e Emergência” e, no dia 22 de julho, a oficina de “Pré-Natal e Atenção Primária”.

Na área de Gestão e Tecnologia, nos dias 22 e 29 de julho serão oferecidos os cursos de “Modelagem de Processos utilizando o Bizzage Modeler” e “Notação e Modelagem de Processos de Negócios”. Nos dias 01 e 08 de julho acontece a oficina de “Ferramentas da Qualidade” e, no dia 22, o workshop “Como melhorar a sua comunicação interpessoal”.

Estudante de Envira é aprovada para o Mestrado em Psicologia da UFAM

A estudante da Faculdade Santa Teresa, Caroline Stefany Marques, foi aprovada pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), para cursar o Mestrado na área.

Caroline Stefany, que é natural do município de Envira, é finalista do curso de Psicologia da Santa Teresa e irá colar grau em agosto deste ano. Ela ressalta a felicidade da aprovação no Mestrado. “Por um momento, durante o processo, eu duvidei que fosse conseguir, principalmente, por ainda estar concluindo a graduação e não ter tantas experiências. Mas me dediquei, contei com a ajuda e apoio dos professores da faculdade e consegui a oportunidade de dar sequência à minha formação acadêmica”, disse.

Concluir a faculdade e passar no Mestrado, para ela, tem um significado muito importante. “Sou filha de uma professora que sempre me incentivou, junto com a minha avó. Na minha cidade não tem faculdade, então, vir para Manaus sozinha e muito jovem foi bastante desafiador”, acrescentou.

A Psicologia, diz ela, não foi a primeira opção. “Costumo dizer que o curso me escolheu, porque, quando cheguei em Manaus, minha meta era a faculdade de Direito, mas outras oportunidades surgiram e ao longo da graduação me encantei com a Psicologia e sou muito feliz”, frisou.

A escolha de ingressar no Mestrado tem a ver com outro desejo de Caroline, que é o de se tornar professora. “Durante a faculdade eu me interessei bastante pela área de pesquisa. Estava sempre debatendo as leituras com os professores e colegas. Tudo isso e com a influência da minha mãe professora eu decidi pelo Mestrado”, relatou.

Segundo a coordenadora do curso de Psicologia da FST, Juliana Coutinho, todo o corpo docente está muito feliz pelo resultado conquistado pela estudante. “Todos acompanharam a dedicação dela para passar no processo seletivo, paralelo à conclusão do TCC da graduação. Tenho certeza que formamos uma profissional excelente e que tem muito a contribuir com a sociedade”, ressaltou.

Estudante da FST é destaque no Amazon Poranga Fashion, com desfile autoral inspirado na cultura marajoara

A estudante do curso de Design de Moda da Faculdade Santa Teresa, Jerusa Flores, foi um dos destaques do desfile Amazon Poranga Fashion, evento  que busca fomentar o empreendedorismo cultural, através da arte e da moda na Amazônia.

Ao lado de estilistas da região, Jerusa Flores apresentou uma minicoleção com seis modelos, todos inspirados em elementos da cultura indígena marajoara, como a cerâmica e a arquitetura. A coleção, diz ela, trouxe peças de moda festa com detalhes no grafismo e cores características do povo marajoara. “A ideia foi mostrar ao público que a nossa cultura pode estar presente no dia a dia, inclusive nas roupas de festa”, ressaltou.

Segundo Jerusa, a experiência de todo o desenvolvimento das peças, desde o desenho, à modelagem e confecção, foi única. “Poder ver as minhas criações na passarela, e ao lado de estilistas com experiência no mercado da moda, foi muito especial. Vivenciar toda a expectativa e retorno do público também foi algo incrível”, destacou.

Estudante do segundo período do curso de Design de Moda, Jerusa é filha de costureira, sempre gostou da área e trabalhou com a confecção de roupas, de vestidos de noiva a jalecos. “Fiz vários cursos, cheguei a iniciar a faculdade e não dei continuidade. Quando surgiu o curso de Design de Moda da Santa Teresa eu resolvi voltar a estudar, principalmente para adquirir conhecimento técnico e tem sido muito gratificante todo o aprendizado adquirido”, observou.

Produção – De acordo com o coordenador do curso de Design de Moda da FST, Cidarta Gautama, possibilitar que os alunos tenham, desde o primeiro período, contato prático com o segmento, tem sido um dos principais focos da instituição. “Além do Amazon Poranga, nossos alunos já participaram da produção de eventos importantes, como o São Paulo Fashion Week. Isso engrandece o currículo e amplia o olhar dos estudantes para as inúmeras oportunidades que a profissão permite”, destacou.

No Amazon Poranga Fashion, além de Jerusa Flores, que assinou um dos desfiles, outros 18 alunos, um professor e o coordenador participaram do evento, atuando na produção, escolha dos modelos e curadoria das peças da exposição “Artes e Povos Originários”, que foi apresentada no Centro Cultural Povos das Amazônia.

A programação do Amazon Poranga Fashion encerra nesta quinta-feira (29), com um desfile em Parintins. Participam da ação os estilistas Maurício Duarte e Rita Prossi, além de artistas convidados do município.

Grupo Fametro é homenageado pela CMM, com Medalha de Ouro a Wellington Lins de Albuquerque e Maria do Carmo Seffair

O presidente do Grupo Fametro, Wellington Lins de Albuquerque, e a reitora do centro universitário e mantenedora da Faculdade Santa Teresa, Maria do Carmo Seffair, foram homenageados em solenidade na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Eles receberam a Medalha de Ouro Cidade de Manaus, pela atuação de destaque na área educacional, na região.

A propositura para concessão da medalha foi feita pelo vereador Rosivaldo Cordovil. A solenidade ocorreu no Plenário Adriano Jorge, na CMM. Wellington Lins de Albuquerque é fundador do Grupo Fametro, que já completou 21 anos de história na área educacional, com atuação no Amazonas, Pará e Roraima, presente em 10 cidades da região Norte.

“O maior e principal legado do Grupo é a educação e a formação de centenas de profissionais de destaque, cidadãos que estão dando sua contribuição na sociedade. Como empresários, entendemos que é preciso contribuir com o desenvolvimento da região, na formação de profissionais e na abertura de oportunidades de emprego e renda”, afirmou.

Mestre e Doutora em Direito, Maria do Carmo Seffair ressaltou a importância do reconhecimento recebido pela CMM. “É uma enorme satisfação, um reconhecimento pelo trabalho executado pela equipe que administra as unidades do grupo, pelo corpo docente e todos os profissionais que nos ajudam a construir uma história que hoje é referência na área educacional”, frisou.

Autor da propositura de homenagem aos empresários, o vereador Rosivaldo Cordovil disse considerar Wellington Lins de Albuquerque um visionário comprometido com a educação e o desenvolvimento. “Possui uma visão à frente de seu tempo. É comprometido com a excelência educacional e o desenvolvimento socioeconômico. Sua liderança e sua dedicação à educação deixam um impacto duradouro em todos aqueles que o conhecem. Nesta homenagem, expressamos nossa gratidão por seu trabalho incansável, por seu legado e por ser uma fonte de inspiração para todos. Seu comprometimento com a Amazônia e seu espírito inovador são exemplos a serem seguidos pelas gerações futuras”, observou.

O vereador também destacou o trabalho desenvolvido por Maria do Carmo Seffair. “Tem uma brilhante carreira acadêmica e uma grande atuação. É idealizadora do Centro Preparatório Jurídico (CPJUR) e atua como mantenedora da Faculdade Santa Teresa e da Rádio Rios de Comunicação, além de reitora da Fametro. Sempre em busca de novos conhecimentos e desafios. Sua determinação em transformar sonhos em realidade é inspiradora. Sua liderança, sabedoria e paixão são uma bússola que nos guia em direção a um futuro melhor”, declarou, em seu discurso.

Estudantes de Design de Moda da FST realizam exposição no Amazon Poranga Fashion, em parceria com artistas locais

Os estudantes do curso de Design de Moda da Faculdade Santa Teresa (FST) vão participar do Amazon Poranga Fashion, evento organizado pela Associação Apoiar e que busca fomentar o empreendedorismo cultural, através da arte e da moda na Amazônia.

O evento inicia nesta terça-feira (06), às 19h, com o lançamento da exposição “Artes e Povos Originários”. A mostra pode ser visitada até o dia 22 de junho, no Centro Cultural Povos das Amazônia, localizado na avenida Silves, 2222, bairro Crespo.

Os estudantes da Santa Teresa fizeram a curadoria das obras que estarão expostas, dos artistas Madusa (arte visual), Maria Joana (arte com crochê), Emanu (fotografia) e Carol Silveira (arte gráfica), além de Ramon Alada, Raiz Nativos, Gnos, Nycoly Brito e Fabio Ortiz (arte plástica). Os alunos também apresentarão, no espaço, os trabalhos elaborados durante a disciplina do curso de Design de Moda.

Segundo o coordenador do curso, Cidarta Gautama, a exposição vai contar a história da indumentária, ao longo do tempo, através de telas, figurinos e bonecas. O professor ressalta a importância desse tipo de evento para os atuais e futuros profissionais. “Vejo com grande entusiasmo a realização de atividades como o Amazon Poranga Fashion. É uma maneira de estimular o segmento de moda do estado, que tem um grande potencial”, disse.

Cidarta Gautama acrescenta que, para os alunos do curso de Design de Moda, essa participação é bastante enriquecedora. “A faculdade tem buscado fomentar essas oportunidades de os alunos se envolverem em grandes eventos para que tenham vivência prática, além de contato com profissionais. Foi assim no evento de moda do Shopping Manauara e no São Paulo Fashion Week”, afirmou.

Participação – Na quarta-feira (07) a programação do Amazon Poranga Fashion continua, às 19h, com a Exposição de fashion films, dos estilistas Maurício Duarte e Sioduhi Lima. Também haverá bate papo sobre moda, com a designer de biojóias Rita Prossi e a professora do curso de Design de Moda da FST, Karina Teixeira. O evento será no Centro Cultural Casarão de Ideias. Karina, que é publicitária e mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia, falará sobre “Moda Decolonial”.

No dia 21 de junho, o coordenador Cidarta Gautama irá mediar, às 17h30, uma roda de conversa sobre moda, na The Art Gallery, no Instituto Cultural Brasil (ICBEU), na avenida Joaquim Nabuco, 1286, Centro. Entre os convidados confirmados estão os estilistas Ronaldo Fraga, Melissa Maia Maurício Duarte, Sioduhi Lima, Rita Prossi, Yrá Tikuna, Harim Feitosa e Vanda Wetoto.

No mesmo dia e local, haverá a primeira noite de desfiles do Amazon Poranga Fashion. Os estilistas Sioduhi Lima e Mauricio Duarte irão apresentar seus trabalhos.

Sioduhi é fundador e chefe criativo da Sioduhi Studio, consultor de processos criativos e desenvolvedor da tecnologia Maniocolor (corante têxtil feito com a mandioca), tendo participado do São Paulo Fashion Week. Tem origem indígena, do Alto Rio Negro, no Amazonas. Maurício Duarte tem 27 anos, indígena do povo Kaixana. Atualmente radicado em São Paulo, onde desenvolve sua marca homônima desde 2013. Seu trabalho é fruto do choque entre as florestas, em alusão às suas raízes indígenas. Apresenta-se há dois anos no São Paulo Fashion Week, maior evento de moda do país.

No dia 22, às 19h, no Centro Cultural Povos da Amazônia, haverá a segunda noite de desfiles, com obras dos estilistas Rita Prossi, Vanda Witoto, Yrá Tikuna, Harim Feitosa, Manart Galeria e Cooperativa de Artesãos do Amazonas. Os alunos da FST também irão apresentar seus trabalhos.  Os estudantes vão atuar, ainda, em toda a parte de produção dos desfiles.

A programação do evento encerra no dia 29 de junho, com um desfile em Parintins. Participam da ação os estilistas Maurício Duarte e Rita Prossi, além de artistas do município que serão convidados.

Aluna de Direito da Faculdade Santa Teresa conquista 9,9 no Exame de Ordem da OAB

Estudante do nono período do curso de Direito da Faculdade Santa Teresa, Samantha Martins Alves conquistou nota 9,9 na segunda fase do Exame de Ordem, avaliação exigida para obtenção da carteira e registro para exercício da profissão. O resultado preliminar da prova, realizada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), foi divulgado esta semana e a lista final será anunciada na próxima quinta-feira (08).

Além de Samantha Martins Alves, a FST aprovou no exame mais outros 13 alunos. A diretora geral da FST, Amanda Estald, ressalta o orgulho de todo o corpo docente com os resultados conquistados pelos alunos. “É reflexo do esforço e dedicação de cada um, aliado ao empenho dos professores do curso em preparar os estudantes com esse foco, desde o primeiro período. Estamos muito contentes”, afirmou.

A coordenadora do curso de Direito da FST, Lúcia Viana destaca  a dedicação, competência e profissionalismo dos professores em preparar os alunos. “A Samantha não fez curso preparatório para o exame e contou com todo o suporte dos professores da faculdade”.

Segundo Samantha Martins, o apoio dos professores durante o processo de preparação foi primordial. Ela conta que o curso de Direito é sua segunda graduação e que, por já ter uma rotina intensa de trabalho e estar no penúltimo período na faculdade, teve que se organizar para estudar com afinco para o Exame de Ordem.

“Eu estudei sozinha, com o conteúdo que guardei desde o início do curso e vídeos da internet. Eu preparava as peças processuais e pedia para os professores corrigirem. Eles faziam isso e me davam dicas de como melhorar. Dessa forma, consegui alcançar esse resultado. Quem também sempre esteve comigo e me ajudou bastante também foram os meus pais”, explicou.

No Exame de Ordem, Samantha escolheu aplicar a prova para Direito Trabalhista, área que pretende seguir após a conclusão da graduação. “Agora, paralelo à faculdade, vou também começar a estudar para concursos públicos, com atuação nessa área”, disse ela.

Também foram aprovados no Exame, os alunos Andreza de Oliveira Moleta, Cantidio Cunha Martins, Davi Carneiro de Souza, Elias Silva de Oliveira, Elysangela Afonso Aguiar Marques de Oliveira, Erick Alfaia Viana, José Baptista Vidal Pessoa Neto, Kelyane Progênio Castro, Kevem Ferreira do Sacramento, Lucas Alecrim Alexandre, Matheus Abud de Andrade, Rodrigo Camelo de Oliveira e Victor Oda da Silva.

Livrarias Físicas X Livros Digitais: Um futuro promissor e coexistente

Livrarias Físicas X Livros Digitais: Um futuro promissor e coexistente
Autor: João Paulo Ferreira Vieira, coordenador de Administração e Logística da Faculdade Santa Teresa e criador de conteúdo digital sobre Gestão.

Ao longo da história, as livrarias sempre foram sinônimo de informação, registros históricos, reflexão, encontros, palestras, debates, cafés da tarde, conhecimento, cultura e até de status social. Dentre suas muitas funções, as livrarias sempre foram a referência quando o assunto era a busca por informação ou conhecimento.
Com o advento da internet, o hábito de pesquisa das pessoas, empresas e órgãos públicos se modificou.

Primeiramente, houve a migração para o computador. Com isso, as livrarias já sentiram a alteração em sua demanda. Em um segundo momento, com a popularização do celular e o fácil acesso à internet na palma da sua mão, veio o golpe, quase fatal, no segmento.

Algumas gerações mais recentes já nasceram, instintivamente, sabendo mexer no celular e fazer pesquisas avançadas nos mais diversos buscadores. Nesse contexto, você junta a falta de hábito de leitura, com o acesso instantâneo à informação na palma da mão, baixo incentivo governamental à leitura e, por último, a facilidade e praticidade em utilizar a inteligência artificial, e temos o cenário da tempestade perfeita!

De alguns anos pra cá, é perceptível que o mercado de livrarias vem diminuindo num ritmo acelerado. Grandes grupos, como Livraria Saraiva e Cultura, foram reduzidos a pó. As livrarias que ainda atuam no segmento estão procurando diversificar seu mix de produtos para que possam sobreviver no mercado. Cafés, espaços multimídia, salas para eventos e muitas outras estratégias estão sendo utilizadas para que, em alguns anos, não virem história ou museu.

Nesse cenário, que parece ser apocalíptico, nem tudo está perdido, pois assim como na alimentação que o movimento slow food veio bater de frente com o fast food, quando se fala em leitura, escolas, universidades, empresas, ONGs e governos mais tradicionais estão trabalhando para trazer a tradição da leitura de volta aos livros físicos e a confraternização entre as pessoas através dos conhecimentos, formalmente, registrados em livros.

Portanto, misturando as novas tendências, tecnologias e comportamentos, com a valorização das raízes e costumes tradicionais de leituras de livros, obteremos o equilíbrio perfeito para que as pessoas leiam mais e as livrarias possam se eternizar no cotidiano de todos os povos do mundo.